Dia Internacional das Mulheres

Acho que eu sou feminista desde que eu me conheço por gente! Com certeza, bem antes de conhecer a palavra “feminismo” e todos os seus significados!

Sempre odiei ter que botar a mesa, porque eu era mulher! Ou ter que arrumar a bagunça de todo mundo, porque eu era mulher! Nunca arrumei! Era a ovelha negra de uma família de mulheres prendadas! “Nenhum homem vai querer ficar com você desse jeito”, eu ouvia de vez em quando!

Depois de muitas brigas e discussões, consegui reduzir alguns comentários e atitudes machistas na minha vida, mas claro que eles ainda estão – e muito – presentes!

Não só dentro da família, mas em todas as esferas de convívio! Colegas machistas que são incapazes de aceitar que as mulheres têm opinião e merecem ser ouvidas, amigos misóginos que compartilham mil vezes as mesmas piadinhas ridículas sobre a mulher que traiu o marido ser uma puta ao mesmo tempo em que elevam o cara a pegador gostosão, um estranho na rua falando merda sobre o meu corpo, e a violência psicológica que é ter um medo absurdo de andar sozinha por aí!

Muito já foi conquistado pelas mulheres, mas ainda temos muito o que conquistar, e, consequentemente, ainda temos muito pelo que lutar! Não podemos ficar calada e nos curvar perante o machismo que ainda domina a nossa sociedade!

Por um mundo onde ninguém ache um absurdo que o meu namorado lave a louça depois de eu cozinhar o jantar! Por um mundo onde me perguntem se eu estou de acordo com os planos que me envolvem! Por um mundo onde ser misógino não seja engraçado e motivo de piada! Por um mundo onde eu possa sair de casa com a roupa que eu quero, sem ter a minha intimidade violentada por um estranho na rua! Por um mundo que eu possa ir e vir pra onde quer que eu queira, sem medo dos homens!

Que esse dia sirva para reflexão! Briguem, gritem, façam um escândalo!

Mulheres, uni-vos!

Mulheres

Imagem: Chuvisco de Risco

Anúncios

Reflexões…

O blog esteve abandonado desde o começo do mês, e, infelizmente, o motivo não poderia ter sido pior…

Semana passada perdi o meu avô para um câncer de pâncreas, um dos mais agressivos já existentes! Desde que a doença foi diagnosticada, meu avô viveu pouco mais de um ano, e se foi domingo, dia 6 de setembro, aos 81 anos de idade…

Perder um ente querido não é fácil, é extremamente dolorido, especialmente quando se trata de alguém tão próximo e amado como era meu avô Liberato! Mas com toda dor, vem um aprendizado! E para os que ainda não passaram por isso, fica a dica: aproveitem MUITO seus avós! Infelizmente eles não são eternos, e a qualquer momento eles podem partir pra um lugar melhor que aqui! Aproveitem para visitá-los, para ouvir suas histórias, aprender com seus erros, absorver um pouco de suas experiências, para mimá-los, e, principalmente, para amá-los incondicionalmente, do mesmo jeito que eles amam seus netos!

Graças a Deus, eu pude aproveitar muito bem a companhia desse meu avô! Se tem uma coisa que não me arrependo foi de sempre ter separado um tempinho pra almoçar com ele e com a minha avó, ou mesmo pra uma visita rápida depois do expediente pra ver como ele estava, de ter viajado pra praia com eles tantas vezes, e de ter retribuído pelo menos um pouco do amor e carinho que ele sempre me deu!

E se eu aprendi uma lição com toda essa experiência terrível de lidar com uma doença tão brutal como o câncer, foi a lição que meu avô deu até o último dia da sua vida, literalmente: NUNCA DESISTA DE VIVER!!! Por mais difícil que possa parecer, por mais improvável que possa ser, nunca perca a fé e a esperança, continue lutando até o fim! Mesmo perdendo, você ainda será um vencedor!

E o meu avô foi, é, e sempre será o maior dos vencedores! Vá em paz, meu avô querido! Te amo muito!

Avós