Rio Grande do Norte: Capítulo 6

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E quase um ano depois da viagem, eis que chega ao fim essa série de posts a respeito do meu roteiro turístico pelo Rio Grande do Norte, com uma pitada de dica pessoal! Demorou, mas foi bom, porque ao longo desse ano eu consegui reviver um pouquinho cada trecho dessa viagem fantástica toda vez que eu ía escrever sobre ele aqui no blog!

E hoje é dia de recordar o último trecho, que aborda as cidades de Maxaranguape, bem menos conhecida e badalada, e a famosa Genipabu, ponto de parada obrigatório para todos os turistas que visitam o estado!

MAXARANGUAPE

Ao norte de Natal, mas ao sul de Touros, seguindo a famosa BR-101, vamos chegar em uma cidade chamada Maxaranguape, cuja principal atração é mergulhar nos Parrachos de Maracajaú, um pedacinho do Caribe no Nordeste brasileiro! Para quem vai ao Rio Grande do Norte, é passeio obrigatório, pois o que se vê, acima e abaixo d’água, é de tirar o fôlego!

Para montarmos o roteiro e decidirmos em qual dia da viagem iríamos fazer o mergulho, observamos tanto a previsão do tempo, afinal, imagino que a beleza do lugar seja um pouco ofuscada em dias nublados, e a tábua da maré, a mais importante de todas, pois dependendo de como a maré estiver, tem ou não tem mergulho nos parrachos!

Saímos de Touros bem cedo rumo ao sul, e logo na entrada de Maxaranguape fomos abordados por vários, mas vários mesmo, guias turísticos tentando indicar o melhor lugar para adquirir o pacote do mergulho! Acabamos fechando com o lugar que um desses guias nos indicou, a Enseada do Mergulho, e devo dizer que a experiência foi bem satisfatória! O preço inicial era R$80/pessoa, mas conseguimos reduzir para R$65! Isso incluiu o estacionamento do carro, o transporte via catamarã até os parrachos, localizados a cerca de 7km da costa, (ou 1 hora de muito balancê, especialmente quando o mar está mais revolto, fica a dica de tomarem um remédio pra enjôo bem antes de partirem pra não estragar o passeio), e o equipamento de mergulho, que consistia num snorkel e máscara para enxergar embaixo d’água! Você também tem a opção de mergulhar com cilindro de oxigênio, mas esse tipo de mergulho custa mais caro!

O capitão do catamarã nos deu instruções de como realizar o mergulho assim que chegou aos parrachos, e ficou por lá parado por cerca de 1 hora e meia, tempo mais do que suficiente pra nadar por entre os corais e se maravilhar com a beleza que é a natureza! Difícil decidir se é mais bonito dentro ou fora d’água, pois aquela imensidão de água verde esmeralda também impressiona!

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Parrachos de Maracajaú

Durante o mergulho, um fotógrafo contratado pela Enseada do Mergulho tira fotos de cada turista no meio dos peixes, e você tem a opção, posteriormente, de escolher se compra ou não o DVD com as 3 melhores fotos por R$10. Compramos, claro! Olha eu aí!

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Eu e os Peixes

Ao voltar à Enseada do Mergulho, nosso almoço, escolhido antes de sair para o passeio, e cobrado à parte, estava pronto e a nossa espera, o que é um ótimo negócio, visto que você chega em terra firme morrendo de fome mesmo! Um peixe com molho de camarão de lamber os beiços! Super recomendo!

Mas Maxaranguape não é só o mergulho em Maracajaú, apesar dessa ser, sem dúvidas, a principal atração da cidade! Lá você também pode conhecer a Árvore do Amor: trata-se de duas gameleiras unidas pela força do vento para tornarem-se uma só, como se uma estivesse beijando a outra! Romântico, né? Reza a lenda que o casal que se beijar embaixo de seus troncos jamais se separará! Claro que eu e o meu namorado não perdemos a oportunidade de trocar uns beijinhos e garantir a união vitalícia, hahaha!

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Árvore do Amor

Essa árvore, na verdade, está situada no Cabo de São Roque, o ponto brasileiro mais próximo da África, que também vale a visita pela vista estonteante que o mirante ao lado do farol oferece!

Duas atrações inesquecíveis cujo pequeno desvio da BR-101 vai valer muito a pena!

GENIPABU

Falar de Natal sem falar de Genipabu, localizada em Extremoz, a um pouco mais de 20 km de Natal, é quase que impossível, pois as cidades, praticamente conurbadas, até se confundem uma com a outra! Genipabu é aquela praia super badalada, cheia, mas muito cheia de gente, que fica difícil até enxergar o mar caso você chegue tarde e tenha que sentar mais ao fundo, em um dos milhares de guarda-sóis previamente dispostos por toda a extensão da areia, junto com vários quiosques que proporcionam uma excelente infraestrutura ao turista! Praticamente um Guarujá potiguar, hahaha, e mesmo assim vale a pena visitar? Vale sim!

Sua atração principal, pelo menos pra mim que vi praias muito mais bonitas do que essa durante o tour pelo estado, é o Parque Turístico Ecológico Dunas de Genipabu! Aqui você poderá fazer esquibunda, escorregando na areia com uma prancha de madeira com destino a um mergulho na lagoa, passear em cima de um dromedário, ou, a principal atração: andar de buggy pelas dunas, com ou sem emoção!

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Praia de Genipabu e começo das Dunas

Infelizmente, por estar muito decepcionada com a desonestidade de alguns bugueiros da região, eu e o meu namorado optamos por não fazer esse passeio, mas devo dizer que eu me arrependo muito, pois não conhecemos nada do que as dunas têm de melhor para nos oferecer! Mas como pretendemos voltar ao Rio Grande do Norte em breve, nada está perdido! Hahaha!

Mesmo sem ter feito o famoso passeio, subimos a pé até o topo da duna mais próxima à praia, e já valeu a pena, pois a vista é maravilhosa!

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Vista da Praia de Genipabu desde as Dunas

De lá, rumo à Natal de novo, pois no dia seguinte era dia de voltar ao caos urbano que é São Paulo!

 

Espero que essa série de posts tenha ajudado você, turista, que não conhece o Rio Grande do Norte, e está pensando em fazer um roteiro por conta própria, assim como fizemos! Vale muito a pena, e com certeza quando eu voltar a esse paraíso, voltarei no mesmo esquema! Pra você que está indo, desejo uma excelente viagem, com toda a certeza que vai ser muito mais que excelente!!! =)

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